jul 242010
 

 

Cuidar do Futuro da Profissão é construir de forma participativa respostas e
ações na direção de um exercício profissional qualificado e comprometido com
a cultura de direitos e cidadania, assegurada por uma gestão transparente e
competente dos recursos públicos.
NOSSA CHAPA É COMPOSTA POR PSICÓLOGAS(OS) DE TODAS AS
REGIÕES DO ESTADO E DE DIVERSAS ÁREAS DE ATUAÇÃO
PROFISSIONAL.
                  PLATAFORMA DA GESTÃO 2010-2013
AÇÕES COM AS(OS) PSICÓLOGAS(OS) E PROFISSÃO:
Anuidade: congelamento da anuidade por um ano e estudo de viabilidade de
manutenção do mesmo por mais dois anos.
Psicoterapia: continuar as discussões do Ano da Psicoterapia (2009).
Psicologia na interface com a Justiça e a Assistência Social: ampliar a
articulação das(os) psicólogas(os) na interface com os campos da Justiça e da
Assistência Social.
Psicologia e Trânsito: promover discussão com a categoria sobre a
regulamentação deste campo, com vistas a contribuir com a construção de
referências para uma atuação qualificada na área da mobilidade humana.
Psicologia Organizacional e do Trabalho: criar espaço de discussão sobre
a importância de qualificar a atuação no recrutamento, seleção e treinamento e
ampliar a inserção do profissional nas estratégias e políticas organizacionais.
Psicologia Escolar e Educacional: promover ações com o objetivo de
consolidar o núcleo da ABRAPEE em SC. Lutar pela aprovação do PL 060/2007
que cria o cargo de psicólogo na escola. Continuar as discussões do Ano da
Educação (2008).
Psicologia e Saúde: continuar lutando pela efetivação das(os) psicólogas(os)
no SUS em todos os níveis de atenção. Ampliar a inserção e autonomia da
categoria na saúde suplementar. Lutar pela efetivação da Reforma Psiquiátrica
Antimanicomial e fortalecimento da rede de serviços substitutivos. Defender os
princípios do SUS e continuar a luta contra o PL do Ato Médico.
Psicologia e Políticas Públicas: desenvolver ações para promover a inserção
da categoria nas políticas públicas.
Orientação e Fiscalização: discutir e divulgar as novas práticas em
Psicologia. Dar continuidade às orientações coletivas itinerantes.
Debates sobre temas polêmicos: fomentar debates sobre pontos polêmicos
relacionados à profissão.
AÇÕES ORGANIZATIVAS E INSTITUCIONAIS DO CRP:
Transparência administrativa, financeira e política: dar continuidade às
ações do CRP, cuidando do bem público.
Ampliar política de psicólogas(os) colaboradoras(es) do CRP.
Presença política do CRP: fortalecer e articular as redes de organização e
participação da categoria nas diversas regiões.
Regionalização do CRP: instalação de escritórios setoriais (fora da capital).
Ouvidoria: implantar Ouvidoria para fins de controle interno, administrativo e
financeiro.
CREPOP, Estado e Sociedade: divulgar as referências profissionais aos
gestores e à sociedade, ampliando as possibilidades de atuação da Psicologia.
Parcerias com entidades: fortalecer as ações em conjunto com o Fórum de
Entidades da Psicologia Catarinense, ABEP/SC, SinPsi-SC, ABRAPSO/SC e
ABRAPEE/SC.
              Confira a Plataforma na íntegra e apoios em
              http://www.pracuidardaprofissao-sc.blogspot.com/

Cuidar do Futuro da Profissão é construir de forma participativa respostas e

ações na direção de um exercício profissional qualificado e comprometido com

a cultura de direitos e cidadania, assegurada por uma gestão transparente e

competente dos recursos públicos.

 

NOSSA CHAPA É COMPOSTA POR PSICÓLOGAS(OS) DE TODAS AS

REGIÕES DO ESTADO E DE DIVERSAS ÁREAS DE ATUAÇÃO

PROFISSIONAL.

 

                  PLATAFORMA DA GESTÃO 2010-2013

 

AÇÕES COM AS(OS) PSICÓLOGAS(OS) E PROFISSÃO:

 

Anuidade: congelamento da anuidade por um ano e estudo de viabilidade de

manutenção do mesmo por mais dois anos.

 

Psicoterapia: continuar as discussões do Ano da Psicoterapia (2009).

 

Psicologia na interface com a Justiça e a Assistência Social: ampliar a

articulação das(os) psicólogas(os) na interface com os campos da Justiça e da

Assistência Social.

 

Psicologia e Trânsito: promover discussão com a categoria sobre a

regulamentação deste campo, com vistas a contribuir com a construção de

referências para uma atuação qualificada na área da mobilidade humana.

 

Psicologia Organizacional e do Trabalho: criar espaço de discussão sobre

a importância de qualificar a atuação no recrutamento, seleção e treinamento e

ampliar a inserção do profissional nas estratégias e políticas organizacionais.

Psicologia Escolar e Educacional: promover ações com o objetivo de

consolidar o núcleo da ABRAPEE em SC. Lutar pela aprovação do PL 060/2007

que cria o cargo de psicólogo na escola. Continuar as discussões do Ano da

Educação (2008).

 

Psicologia e Saúde: continuar lutando pela efetivação das(os) psicólogas(os)

no SUS em todos os níveis de atenção. Ampliar a inserção e autonomia da

categoria na saúde suplementar. Lutar pela efetivação da Reforma Psiquiátrica

Antimanicomial e fortalecimento da rede de serviços substitutivos. Defender os

princípios do SUS e continuar a luta contra o PL do Ato Médico.

 

Psicologia e Políticas Públicas: desenvolver ações para promover a inserção

da categoria nas políticas públicas.

 

Orientação e Fiscalização: discutir e divulgar as novas práticas em

Psicologia. Dar continuidade às orientações coletivas itinerantes.

 

Debates sobre temas polêmicos: fomentar debates sobre pontos polêmicos

relacionados à profissão.

 

AÇÕES ORGANIZATIVAS E INSTITUCIONAIS DO CRP:

 

Transparência administrativa, financeira e política: dar continuidade às

ações do CRP, cuidando do bem público.

 

Ampliar política de psicólogas(os) colaboradoras(es) do CRP.

 

Presença política do CRP: fortalecer e articular as redes de organização e

participação da categoria nas diversas regiões.

 

Regionalização do CRP: instalação de escritórios setoriais (fora da capital).

 

Ouvidoria: implantar Ouvidoria para fins de controle interno, administrativo e

financeiro.

 

CREPOP, Estado e Sociedade: divulgar as referências profissionais aos

gestores e à sociedade, ampliando as possibilidades de atuação da Psicologia.

 

Parcerias com entidades: fortalecer as ações em conjunto com o Fórum de

Entidades da Psicologia Catarinense, ABEP/SC, SinPsi-SC, ABRAPSO/SC e

ABRAPEE/SC.

              Confira a Plataforma na íntegra e apoios em

              http://www.pracuidardaprofissao-sc.blogspot.com/

 

jul 212010
 
Não foi pra menos que as primeiras ações à frente do CFP foram: a iniciativa de criar o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira – FENPB (junho 1997), o prêmio monográfico Madre Cristina Sodré Dória de Psicologia, Direitos Humanos e Sofrimento Mental (julho 1997), a formação da Comissão Nacional de Direitos Humanos (agosto 1997) e I Mostra de Práticas em Psicologia: Psicologia e Compromisso Social (outubro de 2000) seguida do I Congresso Nacional de Psicologia Ciência e Profissão (2002), este último já em parceira com várias entidades do FENPB.
 
Era realmente fantástico acompanhar a Psicologia mudando sua cara e seu compromisso com a sociedade brasileira! As iniciativas do Conselho Federal de Psicologia eram, sem dúvida, importantes nisto tudo. Era o projeto do Compromisso Social da Psicologia como forma de CUIDAR DA PROFISSÃO que se desenvolvia a olho nu.
  
Mas Cuidar da Profissão era também democratizar o Conselho de Psicologia. Este trabalho começou antes de nós, no início dos anos 90, mas soubemos aproveitar o que já estava feito e ir adiante. Demos forma à Assembléia de Políticas, de Administração e de Finanças do Sistema; regulamentamos a consulta nacional para eleição dos gestores do CFP, estabelecemos acordos de como se poderiam criar referências para a profissão, exigindo consulta às bases e participação de todos os Conselhos Regionais. Quando chegamos ao CFP havia um domínio dos chamados “grandes Conselhos” e foi com acordos e regras claras que pudemos reverter este cenário e ter uma participação importante de todos os CRPs na construção da profissão.
 
 
Criamos coletivamente regras para garantir gestões rigorosas nos Conselhos. As auditorias regulares se tornaram conhecidas dos gestores. Sempre entendemos que as contas dos Conselhos deveriam ser avaliadas pelo Tribunal de Contas da União e lutamos por isto quando se pensou em ser diferente.
 
Rigor ao tratar e cuidar do que é dos psicólogos e da sociedade brasileira. Este pensamento também nos levou a produzir nacionalmente esclarecimentos sobre o papel dos Conselhos Profissionais. Muitos, até então, acreditavam que os Conselhos eram entidades da categoria e por isto deveriam trabalhar na defesa dos psicólogos. Os Conselhos são órgãos da sociedade, sob os cuidados dos psicólogos, para cuidar da profissão; isto é, fazer dela um instrumento de atenção às necessidades da sociedade, a partir do que tem a oferecer a Psicologia como ciência e profissão.
 
Cabe ainda destacar que, seguindo esta compreensão, transformamos o CFP em uma entidade para criar referências para a profissão, qualificando-a. Fizemos dos problemas encontrados nas fiscalizações um conjunto de desafios para produzir orientações.
 
Resoluções sobre documentos escritos, resolução da orientação sexual, do preconceito racial, dos registros documentais na prestação de serviços, dos testes psicológicos, da atuação nos presídios, da escuta de crianças, do registro de especialistas, do credenciamento de cursos de especialização, residência em Psicologia, enfim, foram muitas as resoluções que procuraram e procuram oferecer as referências para um exercício qualificado da profissão.
 
 
Assim como entendemos que estas medidas eram sinônimo de Cuidar da Profissão, entendemos também que o diálogo com a sociedade e o Estado eram ferramentas fundamentais para esse desenvolvimento.
 
Nos aliamos ao movimento social que afirmou a luta pela melhoria das condições de vida de nossa população; buscamos o diálogo com o Estado para apresentar a Psicologia como profissão e suas possibilidades de colaboração. O Banco Social de Serviços e o CREPOP são traduções desta política.
 
No entanto, não foram poucos os embates neste trajeto. A Psicologia é diversa e muitos projetos convivem nela. Aí talvez se encontre a melhor qualidade do Cuidar da Profissão: a certeza de que o avanço se faz por meio do diálogo com o diferente.
 
Nossas gestões têm a marca da inclusão. Nosso trabalho e nosso projeto acompanharam o tempo. Progrediram porque absorveram o novo, porque acreditamos no movimento incessante da realidade e porque trabalho e projeto se relacionam em uma transformação permanente.
 

…SE MUITO VALE O JÁ FEITO, MAIS VALE O QUE SERÁ…
 
É com esta disposição que nos candidatamos para uma sempre nova gestão.

Humberto Verona

jul 082010
 

Dentre as várias políticas publicas, de interesse da sociedade e da nossa categoria profissional, nas quais  o CFP tem se colocado como interlocutor e parceiro para os Governos e Estado, a Saúde Mental é uma das que tem merecido atenção prioritária. Como linha de atuação, além da propagação cultural das bandeiras antimanicomiais, temos defendido em nossas instâncias internas, e  feito prevalecer como posição pública da entidade uma defesa intransigente do caráter antimanicomial da Reforma Psiquiátrica, com total vigilância frente a questão da violação dos direitos humanos, com a exigência democrática de que os gestores respeitem as organizações do movimento social e com todo apoio ao processo de organização política dos usuários. Nessa condição temos mantido um apoio critico à Política Nacional de Saúde Mental, não nos furtando a nos manifestarmos em relação aos pontos de divergência que temos estabelecido com a gestão.  Assim, de forma firme e dialogante, ao longo dos últimos anos na gestão do CFP, aliado à organizações como a RENILA, OAB, FENTAS,  protestamos contra o ritmo lento da desospitalização que vem caracterizando um projeto de convivência “alternativa”, onde a positiva multiplicação serviços substitutivos não significa necessariamente o fechamento dos 35.000 leitos restantes em hospitais psiquiátricos, que consomem ainda 35 % do orçamento da saúde mental, quase meio bilhão por ano do SUS, investido na manutenção dessa “industria da loucura” em muitos estados brasileiros. Não concordamos com a qualidade da fiscalização que é feita pelo Ministério da Saúde em relação a estes milhares de  leitos. O atual PNASCH em muitos estados é uma farsa, realizado sem regularidade, sem a participação dos movimentos sociais, com aviso prévio aos proprietários. Não concordamos com as violências e mortes que continuam acontecendo nestes estabelecimentos, sem apuração, numa flagrante violação dos Direitos Humanos. Achamos que o “De volta pra Casa” como programa para produzir a desinternação dos “moradores de longa permanência” apresenta deficiências estruturais e sete anos depois de sua edição, conseguiu  tirar apenas pouco mais de 25% dos então 12.000 moradores estimados. Temos preocupação com o fato de que, desde a realização do único Congresso dos CAPS em 2004, nenhuma outra oportunidade tenha sido criada pela gestão para possibilitar os trabalhadores destas unidades discutisse as suas praticas e os inúmeros problemas de funcionamento apresentados no cotidiano das mesmas. Assim não concordamos com a supressão e esvaziamento de todos os espaços de dialogo da gestão federal ou estaduais, com os movimentos sociais que leva a uma condução autocrática da Reforma, hegemonista e nem sempre antimanicomial.

Neste ano, é muito importante considerarmos o cenário de eleições majoritárias no país onde uma das candidaturas à Presidência da República tem assumido a  proposta de um retorno à grande internação como recurso para enfrentar os desafios da complexa problemática que envolve a questão do álcool e outras drogas  na sociedade, além de assumir publicamente a perspectiva da privatização da gestão do SUS. Tal posicionamento exige de todos os que têm compromisso com a Reforma Psiquiátrica e Sanitária uma atenção redobrada em relação aos projetos e programas em disputa na eleição.Da mesma forma, em agosto de 2010 os psicólogos irão novamente às urnas para escolherem diretamente os dirigentes do Conselho Federal de Psicologia e mais uma vez o Movimento “Um Conselho Prá Cuidar da Profissão” apresenta à categoria um coletivo renovado, de destacados psicólogos unidos pelo ideal de construir hoje, o futuro da profissão, numa linha de compromisso social da Psicologia, ampliando a participação dos psicólogos no campo das políticas públicas e defendendo a ampliação da cidadania para todos os brasileiros!

Como em outras eleições este ano também se apresenta uma chapa de oposição. Que seja bem vinda! É patrimônio do método político que deu origem ao Movimento “Um Conselho prá Cuidar da Profissão”o acolhimento da pluralidade que constitui o campo da psicologia e o diálogo com a diversidade das posições políticas que nele se expressam.

Da mesma forma, entendemos que nossas entidades devem ser apartidárias, independentes e autônomas em relação ao Estado e aos Governos e assim conduzimos as nossas gestões. Como gestores do CFP somos parceiros pontuais de vários Ministérios e Secretarias, tais como Justiça, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, Defesa Civil, Saúde, sem que isso, todavia tenha significado a qualquer momento um alinhamento acrítico com os seus gestores e suas propostas e concepções.

Lamentamos que setores da chapa de oposição ao Cuidar da Profissão estejam numa posição de alinhamento irrestrito à Coordenação Nacional de Saúde Mental e tentem utilizar desta posição para nos imputar a responsabilidade de fragilizar a condução da Reforma Psiquiátrica no Brasil.

De nossa parte seguiremos na defesa intransigente de que as nossas entidades não se subordinem a outras dinâmicas que não sejam aquelas da nossa instância máxima – Congresso Nacional da Psicologia – de onde tiramos a legitimidade para sustentar as posições criticas que tem orientado a nossa ação no campo da saúde mental. Ademais desafiamos aos oponentes a explicitarem as suas diferenças políticas no que diz respeito a condução do CFP na política da Reforma Psiquiátrica. Certamente os psicólogos poderão assim de forma esclarecida melhor fazer a sua escolha!  

Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial!  Por um CFP comprometido com as políticas públicas, autônomo e independente em relação ao Estado e governos!