Cuidar do Futuro da Profissão é construir de forma participativa respostas e
ações na direção de um exercício profissional qualificado e comprometido com
a cultura de direitos e cidadania, assegurada por uma gestão transparente e
competente dos recursos públicos.
NOSSA CHAPA É COMPOSTA POR PSICÓLOGAS(OS) DE TODAS AS
REGIÕES DO ESTADO E DE DIVERSAS ÁREAS DE ATUAÇÃO
PROFISSIONAL.
PLATAFORMA DA GESTÃO 2010-2013
AÇÕES COM AS(OS) PSICÓLOGAS(OS) E PROFISSÃO:
Anuidade: congelamento da anuidade por um ano e estudo de viabilidade de
manutenção do mesmo por mais dois anos.
Psicoterapia: continuar as discussões do Ano da Psicoterapia (2009).
Psicologia na interface com a Justiça e a Assistência Social: ampliar a
articulação das(os) psicólogas(os) na interface com os campos da Justiça e da
Assistência Social.
Psicologia e Trânsito: promover discussão com a categoria sobre a
regulamentação deste campo, com vistas a contribuir com a construção de
referências para uma atuação qualificada na área da mobilidade humana.
Psicologia Organizacional e do Trabalho: criar espaço de discussão sobre
a importância de qualificar a atuação no recrutamento, seleção e treinamento e
ampliar a inserção do profissional nas estratégias e políticas organizacionais.
Psicologia Escolar e Educacional: promover ações com o objetivo de
consolidar o núcleo da ABRAPEE em SC. Lutar pela aprovação do PL 060/2007
que cria o cargo de psicólogo na escola. Continuar as discussões do Ano da
Educação (2008).
Psicologia e Saúde: continuar lutando pela efetivação das(os) psicólogas(os)
no SUS em todos os níveis de atenção. Ampliar a inserção e autonomia da
categoria na saúde suplementar. Lutar pela efetivação da Reforma Psiquiátrica
Antimanicomial e fortalecimento da rede de serviços substitutivos. Defender os
princípios do SUS e continuar a luta contra o PL do Ato Médico.
Psicologia e Políticas Públicas: desenvolver ações para promover a inserção
da categoria nas políticas públicas.
Orientação e Fiscalização: discutir e divulgar as novas práticas em
Psicologia. Dar continuidade às orientações coletivas itinerantes.
Debates sobre temas polêmicos: fomentar debates sobre pontos polêmicos
relacionados à profissão.
AÇÕES ORGANIZATIVAS E INSTITUCIONAIS DO CRP:
Transparência administrativa, financeira e política: dar continuidade às
ações do CRP, cuidando do bem público.
Ampliar política de psicólogas(os) colaboradoras(es) do CRP.
Presença política do CRP: fortalecer e articular as redes de organização e
participação da categoria nas diversas regiões.
Regionalização do CRP: instalação de escritórios setoriais (fora da capital).
Ouvidoria: implantar Ouvidoria para fins de controle interno, administrativo e
financeiro.
CREPOP, Estado e Sociedade: divulgar as referências profissionais aos
gestores e à sociedade, ampliando as possibilidades de atuação da Psicologia.
Parcerias com entidades: fortalecer as ações em conjunto com o Fórum de
Entidades da Psicologia Catarinense, ABEP/SC, SinPsi-SC, ABRAPSO/SC e
ABRAPEE/SC.
Confira a Plataforma na íntegra e apoios em
http://www.pracuidardaprofissao-sc.blogspot.com/
Dentre as várias políticas publicas, de interesse da sociedade e da nossa categoria profissional, nas quais o CFP tem se colocado como interlocutor e parceiro para os Governos e Estado, a Saúde Mental é uma das que tem merecido atenção prioritária. Como linha de atuação, além da propagação cultural das bandeiras antimanicomiais, temos defendido em nossas instâncias internas, e feito prevalecer como posição pública da entidade uma defesa intransigente do caráter antimanicomial da Reforma Psiquiátrica, com total vigilância frente a questão da violação dos direitos humanos, com a exigência democrática de que os gestores respeitem as organizações do movimento social e com todo apoio ao processo de organização política dos usuários. Nessa condição temos mantido um apoio critico à Política Nacional de Saúde Mental, não nos furtando a nos manifestarmos em relação aos pontos de divergência que temos estabelecido com a gestão. Assim, de forma firme e dialogante, ao longo dos últimos anos na gestão do CFP, aliado à organizações como a RENILA, OAB, FENTAS, protestamos contra o ritmo lento da desospitalização que vem caracterizando um projeto de convivência “alternativa”, onde a positiva multiplicação serviços substitutivos não significa necessariamente o fechamento dos 35.000 leitos restantes em hospitais psiquiátricos, que consomem ainda 35 % do orçamento da saúde mental, quase meio bilhão por ano do SUS, investido na manutenção dessa “industria da loucura” em muitos estados brasileiros. Não concordamos com a qualidade da fiscalização que é feita pelo Ministério da Saúde em relação a estes milhares de leitos. O atual PNASCH em muitos estados é uma farsa, realizado sem regularidade, sem a participação dos movimentos sociais, com aviso prévio aos proprietários. Não concordamos com as violências e mortes que continuam acontecendo nestes estabelecimentos, sem apuração, numa flagrante violação dos Direitos Humanos. Achamos que o “De volta pra Casa” como programa para produzir a desinternação dos “moradores de longa permanência” apresenta deficiências estruturais e sete anos depois de sua edição, conseguiu tirar apenas pouco mais de 25% dos então 12.000 moradores estimados. Temos preocupação com o fato de que, desde a realização do único Congresso dos CAPS em 2004, nenhuma outra oportunidade tenha sido criada pela gestão para possibilitar os trabalhadores destas unidades discutisse as suas praticas e os inúmeros problemas de funcionamento apresentados no cotidiano das mesmas. Assim não concordamos com a supressão e esvaziamento de todos os espaços de dialogo da gestão federal ou estaduais, com os movimentos sociais que leva a uma condução autocrática da Reforma, hegemonista e nem sempre antimanicomial.
Neste ano, é muito importante considerarmos o cenário de eleições majoritárias no país onde uma das candidaturas à Presidência da República tem assumido a proposta de um retorno à grande internação como recurso para enfrentar os desafios da complexa problemática que envolve a questão do álcool e outras drogas na sociedade, além de assumir publicamente a perspectiva da privatização da gestão do SUS. Tal posicionamento exige de todos os que têm compromisso com a Reforma Psiquiátrica e Sanitária uma atenção redobrada em relação aos projetos e programas em disputa na eleição.Da mesma forma, em agosto de 2010 os psicólogos irão novamente às urnas para escolherem diretamente os dirigentes do Conselho Federal de Psicologia e mais uma vez o Movimento “Um Conselho Prá Cuidar da Profissão” apresenta à categoria um coletivo renovado, de destacados psicólogos unidos pelo ideal de construir hoje, o futuro da profissão, numa linha de compromisso social da Psicologia, ampliando a participação dos psicólogos no campo das políticas públicas e defendendo a ampliação da cidadania para todos os brasileiros!
Como em outras eleições este ano também se apresenta uma chapa de oposição. Que seja bem vinda! É patrimônio do método político que deu origem ao Movimento “Um Conselho prá Cuidar da Profissão”o acolhimento da pluralidade que constitui o campo da psicologia e o diálogo com a diversidade das posições políticas que nele se expressam.
Da mesma forma, entendemos que nossas entidades devem ser apartidárias, independentes e autônomas em relação ao Estado e aos Governos e assim conduzimos as nossas gestões. Como gestores do CFP somos parceiros pontuais de vários Ministérios e Secretarias, tais como Justiça, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, Defesa Civil, Saúde, sem que isso, todavia tenha significado a qualquer momento um alinhamento acrítico com os seus gestores e suas propostas e concepções.
Lamentamos que setores da chapa de oposição ao Cuidar da Profissão estejam numa posição de alinhamento irrestrito à Coordenação Nacional de Saúde Mental e tentem utilizar desta posição para nos imputar a responsabilidade de fragilizar a condução da Reforma Psiquiátrica no Brasil.
De nossa parte seguiremos na defesa intransigente de que as nossas entidades não se subordinem a outras dinâmicas que não sejam aquelas da nossa instância máxima – Congresso Nacional da Psicologia – de onde tiramos a legitimidade para sustentar as posições criticas que tem orientado a nossa ação no campo da saúde mental. Ademais desafiamos aos oponentes a explicitarem as suas diferenças políticas no que diz respeito a condução do CFP na política da Reforma Psiquiátrica. Certamente os psicólogos poderão assim de forma esclarecida melhor fazer a sua escolha!
Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial! Por um CFP comprometido com as políticas públicas, autônomo e independente em relação ao Estado e governos!
