Não tem sido fácil, até porque, estamos priorizando o estabelecimento de um eixo político que esteja de acordo com o MCP e com as diretrizes apontadas no Documento Geral Pra Cuidar da Profissão 2004. Ainda se percebe uma tendência a composição do grupo sem que se faça uma discussão prévia dos critérios políticos necessários para a ocupação de um lugar de expressão coletiva na gestão do Conselho de Psicologia. Vamos tocando.
Hoje estaremos concluindo a discussão sobre a composição da chapa e espero que possamos formar um grupo parceiro das lutas que o MCP tem abraçado, com ética e respeito à diversidade da psicologia brasileira. Os psicólogos sem fronteiras não delimitam território para os seus sonhos se concretizarem.
Abaixo duas atas de reuniões que gostaríamos que fossem incluídas na página do Cuidar.
Um abraço a todos,
Gislene Macedo
Aos dezoito dias do mês de março de 2004, realizou-se a reunião inaugural deste ano do movimento pra cuidar da profissão em Mato Grosso do Sul, na residência da professora Maria Solange Félix Pereira.
A pauta contemplou os seguintes assuntos:
O movimento hoje;Protagonismo social e o futuro do movimento.
Gislene iniciou falando da desarticulaçãodo movimento em MS e da necessidade das teses pro congressos regionais e nacional da psicologia deste ano. Seguiu falando da situação atual do movimento cuidar da profissão como a mostra de práticas em psicologia e o resgate da memória da psicologia e da construção da ULAPSI.
Fez colocações sobre o futuro do movimento e sobre a importância do congresso nacional da psicologia. Rômulo questionou a ocasião da reunião e os seus objetivos, e Gislene justificou que era para difundir e fazer o MCP crescer.Dilma completou dizendo que já existem pessoas que participam do movimento e se informam via internet, como ela mesma , Inara, Biluca, Solange e Sandra Amorim (Corumbá).Então, eu disse que as reuniões estão sendo feitas em locais neutros, para condizer com o movimento que é não orgânico, fazendo pequenos grupos conhecerem e participarem do movimento.
Rômulo disse da importância da união dos psicólogos, pois alegou que a classe não é muito mobilizada, são poucos que tem consciência das lutas, é uma classe “alienada”. Dilma coloca que existem alguns trabalhos sendo implantados, como o banco social de serviços, dizendo este ter melhorado e muito desde sua criação. Completou dizendo que os psicólogos não tem muito interesse nos eventos da psicologia. Fernando argumentou que a formação antiga previlegiava a intenção da prática clínica e a separação entre os psicólogos das várias abordagens. Vários comentários foram feitos sobre a despreocupação dos psicólogos com as causas e os assuntos relativos a profissão.
Gislene e Dilma falaram sobre a importância do norteamento oferecido pelo movimento para aqueles que estão participando das lutas da psicologia. Fernando argumentou que existe uma necessidade de união de discurso, de que todos se considerem em primeiro lugar psicólogos, antes de clínicos, do esporte, etc. Gislene disse então que a união é necessária, sem corporativismo protecionista, mas com compromisso social.
As preocupações esboçadas durante a reunião foram principalmente três:
A falta de mobilização da classe e sua conseqüente feitura;
A formação como meio fomentador da alienação;
O compromisso social dos psicólogos e da psicologia.
Gislene colocou que a estrutura dos movimentos de luta, nuca chegam a serem macro, mas nem por isso deixam de caminhar.
Neste momento, chegou a professora Solange, que justificou o seu atraso para a reunião devido a compromissos imprevistos na Universidade Católica Dom Bosco.
Encerrou-se a reunião, ficando agendada a próxima reunião para o dia 23/03/04 as 20:00, no mesmo local da acima descrita, tendo como pauta as diretrizes do MCP para o ano de 2004.
Estiveram presentes os seguintes:
Jean Carlos Barros de Campos
Fernando Faleiros de Oliveira
Bianca dos Santos Cara
Rômulo Said
Dilma Costa
Gislene Maia de Macedo
Solange Felix Pereira
E eu Renan da Cunha Soares Júnior que relatei a presente ata.
Campo Grande, MS, 18 de Março de 2004.
No dia 1º de abril de 2004, realizou-se reunião do movimento cuidar da profissão, á rua Maracajú, nº1136, edifício Punta del Leste, residência do psicólogo Jean Barros de Campos.
A Psicóloga Maria Solange Félix, iniciou falando do trajeto das reuniões ocorridas e dos psicólogos que justificaram sua ausência devido a compromissos profissionais, como Jaci Curado, os professores da UCDB, o grupo do GESP, entre outros. Ressaltou ainda a necessidade das aqpresentações, registrando a presença do professor Reinier Rozestraten um dos primeiros membros do CFP, quando da sua criação. Tânia Comerlatto, atual presidente do SINPSI-MS, apresentou-se e convocou a todos para votarem na eleição do sindicato, dia 16 próximo.em seguida se apresentou, Oriene David, membro da comissão de direitos humanos do 14, seguida por Marco Aurélio, participante do conselho estadual anti-drogas,na ONG azul e disse já ter participado do conselho do sindicato. Em seguida, Gislene Maia disse de sua participação fundamentalmente como psicóloga preocupada com a participação nos pré congressos e congressos regionais da Psicologia e do Nacional. Reiterou a importância do Prof. Reinier, e do número maior de participantes que nas reuniões anteriores. Elisângela, disse que formou na UCDB em 97, ministra aulas de psicologia no curso de turismo da Facsul e está na comissão de direitos humanos do CRP-14. foi então a vez de Janice se apresentar,dizendo que já acompanha o trabalho do Crp, desde que MS ainda pertencia ao 06 (SP),e completou dizendo que o 14 ainda é pequeno para um conselho que representa dois estados MS/MT, participando com apenas 9 delegados no CNP, fazendo um apelo para que todos participassem do pré congresso regional dia 8 próximo.
Solange disse que além da participação, era necessário que as teses tivessem qualidade e sustentação, e delegados que estivessem comprometidos com o ideal do MCP, tendo perfil necessário para defender as teses. Janice argumentou que perto de outros CRs, como o 06, somos pequenos e temos dificuldade de aprovar as teses. Gislene colocou quea importância do MCP é que em momentos como esse, a formação e o norteamento do MCP, faz com que os psicólogos que participam tenham a mesma linha de pensamento. Em seguida Nelci Ferreira se apresentou, dizendo ter se formado em 2003 e que está trabalhando na AMA.Foi seguida pelo prof. Reinier, que falou brevemente de seu trabalho na USP, que trabalha com a psicologia do trânsito e que está agora conseguindo compilar seu trabalho de muitos anos, que lançará em forma de livros em breve. Ele foi do 1ºgrupo do CFP, com Haroldo, ainda nos anos 70 e depois fez parte do 06 (SP) participando nas áreas afins do seu trabalho. Falou em seguida da sua preocupação com a formação dos psicólogos e dos psicólogos do trânsito, que devem ter uma boa base e conhecimento profundo de suas áreas de trabalho. Em seguida apresentou-se Joyse, ainda acadêmica que veio a convite dos psicólogos que estão participando das reuniões e que já se interessa pelo que ocorre em relação a profissão.em seguida apresentaram-se Elaine e Bahjat, que formaram em 2001 e estão trabalhando desde então, tendo este último feito especialização em terapia sexual.
Foram seguidos por Jean Carlos, que se formou em 2002 e trabalho no instituo mirim de CG e foi seguido pela minha apresentação. A prof. Solange, continuou se apresentando e dizendo da preocupação com a configuração da Psicologia, lutas das lutas do CRP e do SINPSI e da necessidade de união dos psicólogos,de uma formação consciente, e de que os psicólogos sejam participantes nas lutas da psicologia por políticas públicas de saúde e da abertura do mercado de trabalho. Falou da importância do movimento se fortalecer aqui, para fazer a mudança da psicologia em MS, que este grupo deverá ser agente de mudança do quadro atual da psicologia,estando ou não no SINPSI e no CRP, integrando e compartilhando a responsabilidade com os grupos das universidades e de profissionais. Existem nesta região MS/MT, 6 cursos de psicologia, no entanto não existem políticas públicas de saúde mental. Gislene colocou que as funções do CRP e SINPSI são diferentes, mas que necessitam estar unidas e que o sindicato deveria estar incluído no fórum de entidades da psicologia.. Marco colocou que o trânsito reflete o estado atual da ´psicologia. Gislene colocou que ela e Solange fazem parte da militância do Trânsito e da necessidade de unificação das políticas de circulação humana.disse que na conferencia estadual das cidades de MS, não houve participação dos psicólogos, e que houve necessidade de articulação com outros movimentos (MST, Movimento da luta pela moradia) pelo lugar da psicologia neste quadro. Gislene e Solange ressaltaram a importância deste grupo formado, de suas opiniões de sua atuação. Janice colocou da importância das reuniões do MCP quando fora de MS. Gislene retomou os pontos de 10 anos atrás do movimento, das preocupações e dos pontos a serem trabalhados. Distribuiu os modelos de tese, e Solange disse que passaria para todos via e-mail. Tânia explanou sobre a participação do sindicato nos conselhos municipais e estaduais de saúde, direitos humanos, da criança e do adolescente entre outros, caminhando com outros movimentos e descobrindo o papel da psicologia. Foram discutidos alguns pontos, com relação ao CRP, que ele precisa ser aberto para a participação dos psicólogos, ser transparente, da necessidade de se fazer uma pesquisa sobre os melhores meios de se entrar em contato com os psicólogos,para que possam tomar conhecimento do que está acontecendo,e de estar chamando os psicólogos para participar do CR.
Jean levantou a questão da inserção do psicólogo nas UBS,se poderia ser feito via tese algo neste sentido. Solange respondeu que era necessário formular a tese, e encaminha-la a pré congresso.
Foi voz Geral a necessidade de participação no pré-congresso, para a formulação das teses e de eleição dos delegados, ficando para a reunião da próxima terça a seguinte pauta:
Avaliação do pré-congresso;
Perfil da Próxima Gestão do Conselho;
Base de trabalho para gestão;
Discussão perfil para montar a chapa
