dez 122006
 

[b]Bloco I: desafios na gestão das entidades:[/b]

1. Novo panorama no Brasil, com fortalecimento e desenvolvimento de movimentos sociais. Este cenário traz para as entidades profissionais demandas corporativas. Como responder a isto sem sermos corporativistas e sem abandonarmos nossas metas e projetos mais amplos para a sociedade? Como gerir nossas entidades dominando a equação necessária entre estes aspectos?

2. O desenvolvimento dos movimentos sociais e da própria sociedade civil traz novas formas de práticas profissionais para os psicólogos. Como a categoria está se apropriando disto?

3. Como queremos ocupar o espaço público? Como queremos que seja o compromisso da Psicologia com a sociedade? Necessidade de clareza política para traduzi-la para as entidades que gerimos.

4. CREPOP é uma das prioridades. Permitirá construção de referências, circulação destas referências para os psicólogos, gestores e formadores. Além disto, permite o avanço nas políticas públicas e a qualificação do discurso do compromisso social, como projeto de profissão.

5. É preciso avançar na discussão e construção de nosso discurso sobre as políticas públicas. Quais as referências para uma política pública que se quer interdisciplinar? Qual o modelo de gestão que defenderemos? E a relação com o Estado? São questões urgentes de serem debatidas.

6. O cuidado com a distância entre o discurso que fazemos para a profissão e sua inserção na sociedade e a realidade da profissão. Precisamos avançar sem nos distanciarmos da categoria. A questão da equação é fundamental.

7. Nossas teses devem unir questões políticas mais amplas e as questões da profissão. Este é o desafio da nossa política.

[b]Bloco II: o método e as tarefas das entidades:[/b]

8. As entidades da Psicologia têm se tornado mais ativas e mais presentes. Isto traz maior visibilidade. Necessidade de estarmos sempre com clareza das ações para defendê-las e não cairmos no descrédito.

9. Necessidade de definirmos prioridades para as ações dos Conselhos, em termos de fiscalização. Necessidade de clareza política para desenvolvermos as ações que são funções dos CRPs. Clareza política permite priorizar setores e atuarmos com direção mais clara.

10. Para fiscalizarmos é preciso produzir referências claras que sejam critérios para a profissão de qualidade.

11. Método de produzir referências é fundamental. Deve ser mantido o método de ampliar, diversificar, contar com a participação de muitos.

12. É preciso ampliar o campo das referências da profissão, introduzindo novos. Exemplo, a questão do idoso.

17. Modelo de formação e modelo profissional devem avançar juntos.

[b]Bloco III: os desafios do crescimento e da organização:[/b]

13. É prioridade também reunir as entidades e fortalecê-las.

14. Como crescer? Como organizar o crescimento das entidades e da categoria? É preciso construir um modelo de organização.

15. Necessário fixarmos alguns avanços que tivemos nestes últimos 10 anos, na forma de gerirmos as entidades.

16. Algumas questões têm se colocado que se referem ao papel dos Conselhos. Há uma pressão para termos convênios médicos, convênio com SESC etc. Como lidaremos com esta questão. Alguns Conselhos já possuem muitos serviços à categoria. O que pensamos sobre isto?

Escrito por: Ana Bock

jun 022005
 

1) Informes:

1a) Foi dado informe sobre reunião do CONSELHO CONSULTIVO DO CONPSI. Esse Conselho foi proposto pela APAF e não havia sido ainda instalado. No primeiro dia do CONPSI o CRP03 convocou a reunião. Estavam os Conselhos do Norte/Nordeste (com exceção do CRP02), CFP, ANPEPP e departamento de psicologia da UFBA. Foi combinado o papel deste Conselho Consultivo de acompanhamento e apoio ao CONPSI e foi referendado que o próximo CONPSI seja em Alagoas

1b) Foram dados informes sobre Seminário de Psicologia e Políticas Públicas ocorrido no dia anterior. O evento se constituiu como um momento de informação e socialização da política do CFP em relação às Políticas Públicas – BSS e Centro de Referências. Apontou-se que no período da tarde, quando o Centro de Referência foi apresentado, a audiência era muito menor, gerando a necessidade de ampliarmos a divulgação do Centro. Foi esclarecido que a APAF formalizou um pouco mais a proposta do Centro e isso deverá chagar ao CRPs proximamente.

2) Foi feito o relato da reunião ocorrida durante a APAF a qual indicou a pauta desta reunião: estabelecimento de prioridades para o Cuidar e eleições na ABEP.

3) Prioridades do Cuidar: o movimento Cuidar da Profissão tem características de uma organização fluida mas tem conseguido gerar efeitos importantes na Psicologia brasileira: tem reunido forças importantes no campo da psicologia; tem apoiado o FENPB como estratégia importante para combinar as lutas no campo da psicologia; tem trabalhado pelo fortalecimento de todas as entidades; tem investido esforços para a construção e desenvolvimento da ULAPSI (vide congresso em São Paulo); tem dedicado esforços ´para a realização do Congresso Ciência e Profissão e tem procurado construir referenciações que permitam agregar as forças no campo da psicologia. Como prioridades, destacou-se:

3a) As ações do Cuidar são e devem ser caracterizadas pela ausência de sectarismos, incluindo a diversidade em espaços democráticos de diálogo e respeitando as posições existentes no campo da psicologia;

3b) O Cuidar não trabalha a partir de projetos pessoais

3c) Trabalhos para ampliar coletivos – os Conselhos não devem querer dar conta de todas as demandas da psicologia e nos Conselhos não devemos restringir as atividades aos conselheiros

3d) É preciso cuidar da política nas entidades sem descuidar das questões das profissão e das atividades específicas da entidades que ocupamos.

3e) Deveremos desenvolver o trabalho respeitando a categoria profissional que representamos e acolhendo dos psicólogos da melhor forma.

3f) trabalhos pelo COMPROMISSO SOCIAL DA PSICOLOGIA E PELA AMPLIAÇÃO DO LUGAR SOCIAL DA PSICOLOGIA NO BRASIL.

Estabeleceu-se como preocupação destas gestões que estão nos CRPs e CFP a preparação desde agora das próximas gestões do Cuidar. Para isso:

1) colocar todos os membros das gestões na lista do Cuidar

2) convidar pessoas que possam se afinar conosco para a lista e para o movimento

3) fazer pelo menos uma reunião do Cuidar em cada região no segundo semestre. Prepará-la desde agora.

4) Destacar uma pessoa por região para enviar ao Chico Viana no final de cada mês (prazo dia 28 de cada mês) informe sobre o trabalho do Cuidar na gestão da(s) entidade(s)

5) Destacar uma pessoa por região para enviar ao Chico Viana os nomes a serem incluídos na lista do Cuidar

6) Recolher apoio financeiro dos membros do Cuidar em cada região

Responsável pelo relatório: Ana Bock

maio 242005
 

· fortalecer a organização política da profissão

· construir referências para a prática profissional

· contribuir para a Psicologia articulada com a realidade brasileira

· sistema conselhos referenciar diálogo da Psicologia com o Estado

As ações destacadas foram:

· Centro de Rerefência Técnica Psicologia e Políticas Públicas

· Saúde

· Educação Inclusiva

· Manter representações em órgãos e instâncias de construção e controle de políticas públicas

· Ações em cada área da Psicologia (saúde mental, psicoterapia, educação, trânsito, jurídica, organizacional e trabalho e outras)

· Apoiar e colaborar para o desenvolvimento do Movimento dos Psicólogos sem Fronteiras

· Fortalecimento da FENPB e ULAPSI

4.. No ponto Dinâmica e Funcionamento da APAF o grupo fez uma boa avaliação da APAF e sugeriu alguns aspectos para a melhoria de sua dinâmica e resgate de sua função de local de definição política geral: encontro de secretários, material com maior antecedência, garantir/ fortalecer reunião de COEs e COFs que poderiam ser também regionais; melhorar as reuniões telefônicas.
5.. Banco Social e Centro de Referência: foi feita avaliação do Banco como uma política acertada para o reposicionamento da Psicologia na sociedade brasileira e para o avanço do diálogo com o Estado; também para o fortalecimento da presença da psicologia nas políticas públicas. O Centro foi apresentado e discutido. O III Seminários de Psicologia e Políticas Públicas em Salvador 25/05 deverá ser momento importante desta discussão.
6.. Código de ética: aprovados os artigos do sigilo. A discussão foi bastante boa e se chegou a uma formulação adequada. Agora o código vai para revisão de português e para que o grupo que trabalhou nele faça a exposição de motivos.
7.. ULAPSI – se discutiu a importância de fortalecer e desenvolver a ULAPSI, apoiando as iniciativas de: Psicólogos sem fronteiras; cátedras latino-americanas; diálogos latino-americanos e intercâmbio de programas de pós graduação.
8.. CONPSI – a APAF reiterou seu apoio ao CONPSI e o CRP03 ficou de organizar a primeira reunião do Conselho Consultivo do CONPSI, formado pelos CRPs do Norte e Nordeste, CFP, ANPEPP e Universidades da Região.
9.. Foi aprovada Fiscalização programada e unificada em clínicas conveniadas com o DETRAN. Será organizada durante o encontro de COFs.
10.. Conta Revista: aprovada a prestação de contas. Aprovado acordo sobre a utilização de superávit da conta (empréstimos 30% e finaciamento de projetos institucionais dos CRPs 70%) Aprovado acordo sobre pagamento das dívidas dos empréstimos e critérios para concessão dos empréstimos. Foi formada comissão com CRPs 10, 07, 04 e 11 e CFP.
11.. Comissão editorial das Revistas Ciência e Profissão e Ciência e profissão -diálogos foram homologadas.
12.. O conjunto de pareceristas ad hoc formarão agora um conselho consultivo da revista.
13.. Saúde: aprovou-se a realização de um FÓRUM NACIONAL DE PSICOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA. Foi formada comissão para fazer a proposta inicial para que possa ser desencadeado o processo de construção do Fórum.
14.. Saúde Mental: deverá ser organizado um evento sobre Clínica da reforma Psiquiátrica, de caráter interdisciplinar.
15.. Foi aprovado relatório com orientações para o diálogo do CFP com a Agência Nacional de Saúde Suplementar.
16.. Dia do psicólogo unificado deverá fechar o Banco Social e lançar o Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas.
É isso aí minha gente.

Ana Bock

23/05/2005